Uma das pessoas presas pela operação é o empresário Mauro Laurindo da Silva, sócio de uma empresa em Mato Grosso investigada pelo suposto pagamento de propina a políticos e que recebeu repasses de doleiros ligados ao traficante. A ação de hoje mira um patrimônio avaliado em R$ 100 milhões.
Cabeça Branca é apontado como um dos maiores traficantes da América do Sul. Mais de cem agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão no Paraná e em Mato Grosso.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Silva.
A operação desta quarta-feira é um desdobramento das operações Spectrum e Efeito Dominó, que investigam a organização criminosa liderada por Cabeça Branca. Ela foi coordenada pelo Gise (Grupo de Investigações Sensíveis) da PF de Londrina.
Cabeça Branca foi preso em 2017 e, desde então, a PF tem concentrado suas investigações na estrutura financeira utilizada pelo traficante para lavar o dinheiro oriundo do comércio de drogas.
De acordo com as investigações, ele fornecia droga produzida no Paraguai e na Bolívia para as principais facções criminosas do país e para o exterior. A operação desta quarta-feira tem como foco as atividades de tráfico e lavagem de dinheiro.
Em maio deste ano, a PF prendeu sete doleiros suspeitos de terem atuado para Cabeça Branca.
À época, a PF afirmou que havia fortes indícios de que parte do dinheiro lavado por Cabeça Branca via doleiros poderia ter abastecido o pagamento de propina de políticos.
Fonte: Uol




